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Profissão de Bibliotecário completará 50 anos

Em agosto de 2015 comemora-se 50 anos de regulamentação da profissão de Bibliotecário. Hoje, o Brasil, conta com uma profissão sedimentada, organizada, firme, consolidada e de extrema importância para a sociedade brasileira.

Assim, o Conselho Federal de Biblioteconomia está programando as comemorações para o dia 17 de agosto de 2015. Será realizada uma Sessão Solene em comemoração aos 50 anos no Plenário da Câmara dos Deputados, das 10 às 12h. Além do Seminário sobre políticas públicas para Bibliotecas, a realizar-se no Auditório Petrônio Portela – Senado Federal, das 14 às 17h, ambos no Palácio do Congresso Nacional – Praça dos Três Poderes – Brasília – DF.

Podem participar bibliotecários, professores, pesquisadores, usuários de bibliotecas e sociedade em geral. Afinal, são 50 anos de muita luta pela valorização da profissão. O profissional bibliotecário atua de forma integrada com o desenvolvimento do país e aos bibliotecários compete o exercício da gestão, organização do conhecimento, consultoria, pesquisa, assessoria a profissionais e instituições, nas mais diversas áreas do conhecimento, desempenhando suas funções de forma transversal.

Mais informações, sobre os eventos comemorativos, serão divulgadas em breve. 

ASCOM CRB-1

Petição “Nomeia, Rollemberg” em prol das Bibliotecas Públicas do Distrito Federal

Biblioteca do Cruzeiro – DF

A informação passa a ter cada dia mais importância no desenvolvimento econômico e social das comunidades, bairros, organizações, empresas. Essa realidade encontra-se distinta em relação à atual situação das bibliotecas públicas no Brasil, que se encontram sucateadas e negligenciadas pelo Estado. A desigualdade social brasileira aumenta já que essas bibliotecas são as instituições responsáveis pela democratização do acesso à informação. Devemos lembrar, ainda, que o acesso à informação é direito constitucional, garantido pelo artigo 5º de nossa Carta Magna.

Vale ressaltar que a biblioteca pública é responsável pela preservação da memória e identidade da cidade, pelo fomento à formação de cidadãos e leitores críticos. Na luta pela transformação dessa realidade, o Movimento Social do Livro e da Leitura conseguiu com muito esforço a inclusão de vagas para bibliotecários no concurso para a Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal, realizado em maio de 2014, sem nenhuma nomeação até o presente momento.

A própria Secretaria de Cultura (Secult) vinha lutando para que os sucessivos governos realizassem um concurso público, pois já faz 28 anos que não havia nenhum certame para o órgão. No ano de 2013, sob o governo do Agnelo Queiroz, a Secretaria de Cultura convidou diversos setores da área do Livro e Leitura para a elaboração do Plano do Distrito Federal do Livro e da Leitura. Aproveitando a oportunidade os bibliotecários participaram em peso. Professores da Faculdade de Ciência da Informação (FCI), a Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF) e o Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB 1), participaram do processo.

A ABDF convocou bibliotecários associados e demais interessados, montando um Grupo de Trabalho em sua sede para aprofundar-se no tema. Foi a partir dessas reuniões que a Associação consolidou um amplo diagnóstico de necessidades da área, sendo incorporado ao Plano do Distrito Federal do Livro e da Leitura (PDLL). Nesta ocasião, foi identificada a grande necessidade de concurso público para as bibliotecas públicas do DF.

Lamentavelmente, o PDLL não alcançou seus objetivos e tornou-se um documento morto. Entretanto a partir do diagnóstico, o movimento civil organizado por meio do Fórum do Livro e da Leitura, com o auxílio da ABDF e dos atuais bibliotecários da Secult começaram a pressionar o secretário de Cultura a fim incluir vagas para bibliotecários no edital do concurso. Ao final do processo o número de vagas foi bem inferior ao necessário, sendo apenas 08 vagas para uma rede de 27 bibliotecas públicas. Entretanto, considerando o tempo ocorrido sem concursos para a área, essa foi considerada uma vitória.

O processo de seleção foi realizado pela banca IADES, e por fim o resultado foi homologado no dia 08 de dezembro de 2014. E uma nova batalha em defesa das bibliotecas públicas começou. Agora pela nomeação dos aprovados.

O início do governo Rodrigo Rollemberg foi conturbado e herdou uma enorme dívida do governo anterior, do Agnelo Queiroz, e esse foi o discurso utilizado para a prorrogação do início das nomeações do concurso realizado. Entretanto, por meio do portal da transparência e de redes sociais virtuais, os aprovados conseguiram juntar documentos que comprovam a nomeação de cargos comissionados para a mesma Secretaria. E como pode, então, haver dinheiro para nomeação de cargos comissionados e não haver para a nomeação dos concursados? A Comissão de Aprovados desse concurso conseguiu acionar o Ministério Público que, por enquanto, fez apenas uma recomendação ao Governo do Distrito Federal (GDF) que dê posse aos aprovados. Os aprovados, assim como o cadastro de reserva, aguardam suas nomeações.

A biblioteca pública, como principal unidade de informação social, tem a possibilidade de transformar e desenvolver o DF, social e economicamente, e assegurar aos cidadãos da cidade o acesso eficiente e justo à informação, permitindo seu desenvolvimento pessoal cognitivo, cívico, espiritual e profissional. Para mudar a realidade dessas bibliotecas é preciso dar o primeiro passo: nomear os aprovados, o mais breve possível, assim como o cadastro reserva, para atender a atual demanda. E assim, também, entrar em sintonia e respeito com a lei da profissão dos bibliotecários, que indica que a administração e direção das bibliotecas são responsabilidade e competência exclusiva desses profissionais.

Através da Avaaz, uma comunidade online que permite a criação de petições e o recolhimento de assinaturas através da Internet, Frederico Borges iniciou uma campanha para que o governador Rodrigo Rollemberg nomeie os bibliotecários aprovados no concurso da Secretaria. O movimento começou em 12 de maio e tem como meta 250 assinaturas. O número de participantes vem crescendo diariamente, o que incentivou a divulgação e o compartilhamento em diversas fanpages do Facebook, além do recolhimento de assinaturas pessoalmente, por meio de um abaixo-assinado. A ideia é que por meio da pressão social, o estado se atente da importância das bibliotecas públicas para a comunidade. A petição online pode ser acessada por meio do link: http://migre.me/pWAZg

Toda ajuda é bem-vinda. Essa não é uma campanha apenas em prol da nomeação dos aprovados, mas, sobretudo, para que as bibliotecas públicas ganhem vida e a população possa ter um espaço público que lhe dê acesso à informação de qualidade.

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